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 BLACKBURN, Astrid

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AutorMensagem
Astrid Blackburn

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Feminino Bissexual Libra Porco
Idade : 22
Player : Liz
Mensagens : 76

MensagemAssunto: BLACKBURN, Astrid   31/1/2016, 15:53


  • DADOS BÁSICOS

Player: Liz

Nome completo: Astrid Blackburn
Data de Nascimento: 25 de Setembro de 1995
Local de Nascimento: Boston, Massachusetts - EUA

Idiomas: Inglês
Sexualidade: Bissexual
Relacionamento: Solteira

Antiga Profissão: Estudante de química
Especialidade: Usa arco e flecha razoavelmente bem. Para além disso tem conhecimentos de química, que podem ser úteis se ela tiver o material necessário.
Armamentos: Carrega nas costas o arco e a aljava com as flechas e tem um faca que usa sobretudo para preparar alimentos, mas que usa em casos que não lhe permitem usar arco e flecha.


  • VIDA

Astrid nasceu e cresceu em Boston, onde teve uma infância quase normal. Sua mãe, Tess sofreu um acidente de carro bastante violento quando era mais nova, o que a obrigou a colocar uma prótese na coxa e a incapacitou para muitos trabalhos, portanto Astrid cresceu com um acompanhamento bastante próximo da mãe, que não trabalhava. O mesmo não aconteceu com o pai, John, que desde que Astrid se lembra sempre trabalhou fora, na Argentina, para conseguir dar uma vida mais ou menos abastada à família. Apesar desta distância, Astrid nunca sentiu realmente a falta do pai no seu crescimento, até porque entendia os motivos dele.

Quando tinha quatro anos nasceu o seu irmão, Caleb, e consoante ia crescendo Astrid foi assumindo não só algumas responsabilidades da casa, já que a condição física da mãe nem sempre lhe permitia ser dona de casa, mas também a responsabilidade de cuidar do irmão. Felizmente, nenhum dos dois teve um crescimento problemático e a relação deles era até bastante forte.

No dia do seu 15º aniversário ela e alguns amigos foram a um parque de esportes radicais. De entre outras atividades, ela experimentou pela primeira vez usar arco e flecha. Demorou algum tempo para perceber como usar aquilo e como fazer pontaria, mas quando conseguiu acertar perto do alvo ficou mesmo orgulhosa de si mesma. Ficou tentando vezes sem conta, querendo acertar, e embora não tivesse conseguido ficou com o bichinho quando foi embora. Em casa procurou na internet se existiam sítios onde poderia praticar e acabou descobrindo uma escola não muito longe do sítio onde morava. Conversou com a mãe sobre o assunto e, como ela estava indo razoavelmente bem na escola e se esforçava por a ajudar em casa, Tess resolveu inscrevê-la na escola como recompensa. Apesar de no início Astrid ainda ser bem tosca com o arco e a flecha, ao fim de algum tempo foi aperfeiçoando a sua técnica. Para além de ir ficando melhor naquilo à medida que o tempo passava, Astrid usava o esporte como força de escape, quando estava chateada ou estressada, e sempre se sentia melhor depois de algum tempo praticando.

Apesar de ter ficado reticente por causa da mãe, porque queria continuar ajudando em casa, Astrid acabou se candidatando à universidade. Escolheu ficar em Boston, para não ficar longe da família e, depois de muito pensar, escolheu o curso de química. Não era o que ela mais amava na vida, mas gostava da matéria na escola e era dos poucos cursos que ela gostava e que lhe permitiam ficar perto de casa. Durante algum tempo ainda tentou conciliar a escola de arco e flecha com a universidade, mas ao fim de algum tempo percebeu que não conseguiria ter tempo para tudo, então colocou o arco de lado para se dedicar aos estudos.

  • SOBREVIVÊNCIA

Astrid estava voltando da universidade para casa quando encontrou a mãe conversando com a vizinha do lado na sala. Não estava muito interessada na conversa mas se disponibilizou para preparar o lanche para as duas, então ouviu a vizinha contando que outra vizinha do fim da rua tinha visto o seu vizinho da frente tentando morder a esposa. Astrid riu internamente com aquele diz que disse e nem ligou para o assunto, porque como assim o homem andava mordendo a esposa no meio da rua? Nem se preocupou em saber o que tinha acontecido com o homem depois disso e também não soube que não voltaram a ver a mulher. Quando voltou a ver um zombie foi mesmo na entrada da universidade, quando de repente a polícia se juntou para deter alguém que continuava avançando para eles. Apesar de não ter grande visibilidade, porque a confusão era grande, havia boatos de que a pessoa teria mordido outra, e Astrid lembrou do marido que tinha mordido a esposa, mas achou que era coincidência. Falavam também que a pessoa não parava quando alvejada, mas como não tinha visto, queria acreditar que era só sensacionalismo de quem estava lá. Foi afastando o nervosinho miudinho até que em casa, enquanto navegava na internet, percebeu que tinha havido outros casos daqueles. Foi então que começou realmente a ficar nervosa, embora soubesse que o melhor naquelas alturas fosse mesmo ficar calma. A sensação foi passando à medida que os dias iam passando e o assunto parecia ter desmoronado, já que as notícias começaram a desaparecer e ela não fazia por procurar, e mesmo nas ruas não tinha ouvido de mais nenhum caso. Mas não tardou muito até que fosse ela mesma a encontrar um zombie. Astrid estava voltando para casa quando ouviu gritos vindos de uma casa. Parou na rua, olhando para a casa, pensando se fazia alguma coisa ou não, porque não conhecia os donos da casa e não queria ser intrometida. Com o aumento da intensidade dos gritos decidiu ver o que estava acontecendo, porque alguém podia precisar de ajuda e, rodeando a casa, viu uma janela com luz. Espreitou para dentro e, para ser horror, viu claramente o que estava acontecendo. No chão estava uma mulher com o abdómen aberto, de onde um homem que ela não conseguia ver bem o rosto ia tirando carne para comer. A mulher já não gritava e parecia estar morta. Foi Astrid quem gritou, chamando a atenção do zombie, e então viu o rosto coberto de sangue e os olhos sem vida que a encaravam. A única reação foi correr dali para fora, correu até só parar em casa. Apesar de estar abalada, preferiu não contar nada à mãe e ao irmão, esperando que aquilo fosse só alguma loucura passageira.

Contra os desejos de Astrid, os casos foram se tornando mais comuns. Em alguns meses ficou impossível sair de casa, especialmente por causa das pessoas que estavam loucas com aquilo tudo. Movidas pelo medo, as pessoas roubavam lojas e casas e atacavam-se umas às outras, procurando provisões para sobreviver ao que estava acontecendo. Astrid e a família preferiam ficar por casa, mesmo, sempre de porta trancada, tentando manter guardado o que tinham, e assim conseguiram se aguentar por algum tempo. Enquanto isso, tentavam se comunicar com John, que desde que aquela confusão tinha começado que estava tentando voltar para casa. No entanto as comunicações não duraram muito mais tempo, bem como a energia, que acabou por cair. O fato de a casa se manter intata era quase um milagre, mas essa sorte não durou para sempre. Um grupo de quatro homens acabou arrombando a porta e entrando, começando a revirar tudo. Tess tentou defender as suas coisas, porque precisava de comida para os filhos, mas os homens, implacáveis, bateram nela até a deixar inconsciente, enquanto um deles segurava Caleb. Astrid estava no quarto quando a confusão começou e quando saiu viu os homens batendo na sua mãe. O acesso de raiva foi tão grande que em vez de sair feita maluca, tentando defender as suas coisas, a sua reação foi pegar na única arma que sabia usar. Ainda tinha o arco e as flechas no quarto e, embora estivesse destreinada, era a sua melhor chance. Do cimo das escadas, fez pontaria ao homem que segurava Caleb e nem lançou aviso, porque ele não merecia isso depois do que tinham feito com Tess. Apesar de estar enferrujada, acertou o homem no ombro, o que chamou a atenção dos outros. Mas antes de eles se aperceberem Caleb já tinha acertado na cabeça do homem que o segurava com uma peça de loiça, deixando-o inconsciente. Os três homens restantes ficaram confusos com a retaliação, mas logo estavam sendo também atingidos com uma chuva de flechas. A pontaria não foi a melhor, mas foi o suficiente para os afastar da casa.

O caos ficou instalado na casa. À primeira vista parecia só estar tudo virado do avesso, mas Tess eram quem estava em pior estado. Para além de não conseguir andar devido à lesão que já tinham, foram aparecendo no seu abdómen várias manchas roxas, revelando as hemorragias internas. Deitaram-na na cama e os dois passaram a defender a casa como podiam, já que não sabiam como a ajudar sem ir a um hospital e ir a um hospital já não era opção. Usavam as facas da cozinha como arma, mas Astrid passou a andar sempre com o arco e a aljava. Para além disso, Astrid pegou em tudo o que era inflamável e preparou para pegar fogo facilmente, sabendo que se as jogasse provavelmente mataria alguém mas já nem aí para isso, porque a mãe estava como morta graças à estupidez daquelas pessoas que queriam entrar. Tess acabou morrendo sem que os dois percebessem exatamente quando, já ela passava muito tempo sob os anestésicos que tinham em casa e por isso estava dormindo e eles precisavam estar os dois atentos caso alguém tentasse entrar. Quando ouviram barulho no andar de cima acharam que seria Tess levantando, mas logo o seu corpo apareceu se contorcendo e Astrid reconheceu o olhar como sendo igual ao do homem que tinha visto pela janela. Ficou totalmente sem reação quando a viu, porque o seu cérebro não queria acreditar que a mãe se tinha transformado naquilo, e nem se apercebeu de Caleb correndo na direção dela. Viu então a mãe se esticando para atacar Caleb e ele se afastando. Sem saber o que fazer, Astrid só berrou para ele correr, porque não sabia como lutar contra aquilo, muito menos na forma da sua própria mãe. Saíram de casa e correram, se afastando o máximo possível dela, e finalmente conseguiram despista-la. Só então viram o estado de tudo. Não havia pessoas na rua, mas o estado de destruição era enorme. Com o coração batendo forte, Astrid não queria acreditar como aquilo parecia o fim do mundo. Os dois se esconderam durante algum tempo, esperando que nenhum zombie estivesse perto, e então Caleb mostrou para Astrid que a mãe o tinha mordido. Astrid quis acreditar que não era nada e o fato de terem ficado tanto tempo reclusos em casa fez com que nenhum dos dois soubesse que ele iria morrer. Voltaram para casa algum tempo depois, se trancando de novo.

O estado de Caleb foi piorando com os dias. Ele foi ficando mais doente, mais fraco e com mais febre. A certo ponto Astrid simplesmente deixou de guardar a casa e passou a ficar os dias com ele, tentando que ele melhorasse. A medicação que tinham em casa não fazia efeito e ela pensou em tentar roubar outros medicamentos, mas não o podia deixar sozinho. Chegou o momento em que ele estava tão fraco que ela percebeu que ele iria morrer. Facilmente os dois chegaram à conclusão de que a culpa era da mordida, já que ele estava de perfeita saúde antes de ter sido mordido. A única coisa que lhes fazia confusão era como é que Tess se tinha transformado, porque não se lembravam de ela ter sido infetada.

Quando já era óbvio que Caleb ia morrer, ele pediu a Astrid que o matasse e que não o deixasse transformar, acreditando que seria isso que aconteceria. Astrid não só não sabia como evitar que ele se transformasse como jamais teria coragem de matar o próprio irmão. Então ele pediu para que ela fugisse, que não ficasse ali esperando que ele se transformasse. Astrid não acedeu a abandona-lo, mas preparou as coisas para ir embora quando ele morresse. Preparou uma mochila com restos de comida que ainda tinha por casa, algumas garrafas de água, alguma roupa e uma manta. Enfiou também na mochila um mapa, onde foi traçando a rota que seguiria consoante pensava no assunto e uma faca da cozinha. O irmão morreu dois dias depois de ter sido infetado, mas antes de morrer conseguiu pedir a Astrid que sobrevivesse e lutasse. Apesar da dor de ver o irmão morrendo, Astrid aceitou aquele pedido como uma ordem. Quando percebeu que ele estava morto saiu do quarto, trancou a porta, pegou nas suas coisas e saiu de casa com as lágrimas nos olhos.

Apesar de se sentir perdida no mundo, a última informação que tinha recebido do pai era que ele estava chegando a Filadélfia. Sabia que era um salto de fé ir para lá e encontra-lo, mas tinha a certeza que dificilmente o pai conseguiria chegar ali. Na altura ela não percebeu que o reencontro teria sido bem mais fácil se ela tivesse ficado, porque simplesmente não conseguia ficar mais ali. Antes de começar a sua caminhada passou pela loja onde costumava comprar o material para as aulas de arco e flecha. A maior parte das coisas já estavam roubadas, mas encontrou algumas flechas perdidas, algumas delas de metal, que eram melhores que as suas de madeira. Tentou roubar também medicamentos e outras coisas que lhe seriam úteis, mas a maior parte das coisas já tinham sido roubadas e ela acabou não encontrando muita coisa.

Sozinha, foi se afastando dos grupos de zombies e, especialmente, das pessoas. Depois do que tinha acontecido com a mãe, não se atrevia a aproximar de pessoas. Embora no início não tivesse muito jeito, aprendeu a caçar animais pequenos, achando que aqueles anos praticando arco e flecha tinham sido os anos mais bem gastos da sua vida. Com as facas que tinha na mochila preparava a carne e quando conseguia cozinhava em fogueiras. A sua tática era normalmente fugir dos zombies, porque não queria gastar as flechas em vão, mas em momentos de necessidade atacava-os e acabou percebendo que eles morriam quando atingidos na cabeça.

Quando a caminhada começou a ficar realmente dura pensou que estava cometendo um erro ao ter deixado a sua cidade. Chorava muitas vezes pelo irmão e pela mãe, sofria por não saber do pai, mas sobretudo se sentia muito sozinha. Chegava a desejar a própria morte, mas depois lembrava de Caleb pedindo que ela sobrevivesse e sabia que precisava ser mais forte do que aquilo. E, sem saber bem como, voltava a andar, em direção nem sabia ela a quê.


  • FAMÍLIA E RELACIONAMENTOS

John Blackburn (1969): Pai. Trabalha na Argentina desde que Astrid se lembra. Quando tudo começou tentou se comunicar com a família e voltar para casa. No entanto, as comunicações acabaram se perdendo e o último local que ele disse que chegaria foi Filadélfia.

Tess Blackburn (1971 – 2016): Mãe. Morreu com hemorragias internas depois de ter sido violentamente atacada por ladrões que tentavam roubar a sua comida.

Caleb Blackburn (2000 – 2016): Irmão. Morreu depois de ter sido infetado por um zombie.

  • APARÊNCIA

Astrid é alta e sempre foi magra, coisa que se acentuou desde que tudo começou. Não tem o corpo exercitado, mas as suas pernas longas permitem-na correr razoavelmente rápido. Tem um longo cabelo ruivo que ela costumava perder algum tempo tratando, mas que agora simplesmente usa preso o tempo todo. Os seus olhos são castanho-avelã e tem um tom de pele bastante claro.


  • PERSONALIDADE

Desde nova que ela teve um grande sentido de responsabilidade, quando tomava conta da casa, da mãe e do irmão. Atualmente perdeu bastante fé nas pessoas, mas sempre se preocupou muito com as pessoas de quem gosta, tentando protege-las e ajuda-las ao máximo. Não é muito extrovertida, mas é uma pessoa de fácil conversa se o tema lhe interessar. Nunca se considerou uma pessoa corajosa, apesar de agora claramente ter provado para si mesma que o é, mas sempre foi bastante determinada.


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