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 TRUEMAN, Kip

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AutorMensagem
Kip Trueman

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Masculino Heterossexual Sagitário Cavalo
Idade : 50
Player : Heibel
Mensagens : 15

MensagemAssunto: TRUEMAN, Kip   1/2/2016, 01:35

  • DADOS BÁSICOS

Player: Heibel

Nome completo: Kip Trueman
Data de Nascimento: 23 de novembro de 1966
Local de Nascimento: Baltimore, Maryland - Estados Unidos

Idiomas: Inglês
Sexualidade: Heterossexual
Relacionamento: Viúvo

Antiga Profissão: Empresário
Especialização: Dirigir carros e caminhões, negociação, persuasão, armas de fogo e brancas
Armamentos: Escopeta, pistola, faca

  • VIDA

Kip nasceu numa família de classe média em Baltimore. Seu pai, Walter, era sócio da Pizzaria Antonini, e a mãe, Colette, o ajudava com o que era preciso, fosse com as contas, com a limpeza, com a contratação dos funcionários, etc..

O sócio do pai era um amigo bem próximo da família, Arturo Antonini, que tinha uma filha dois anos mais velha do que Kip, Clara Antonini.

Kip e Clara não eram super amigos, não estudavam na mesma escola, mas na infância foram bastante próximos e faziam parte de um grupinho de crianças do mesmo bairro com quem brincavam quase diariamente.

Sempre ouviu do pai que um dia herdaria a pizzaria, ou pelo menos metade dela, e que teria de dividi-la com Clara. Walter ensinou o filho a fazer pizzas e outros lanches que vendiam lá, mas queria especialmente que ele soubesse gerenciar os negócios.

Conforme entrava na adolescência, Clara foi se tornando uma mulher muito bonita, de seios fartos e rosto angelical, tendo sempre vários pretendes rondando. Kip, no alto dos seus treze anos, começou a sentir as faíscas do primeiro amor. Entretanto, guardou aquilo dentro de si pelos próximos dois anos, até ir a uma festa com os amigos, encontrar Clara lá com o namoradinho e ficar doido de ciúme. Foi a primeira vez que ficou bêbado e cheio de coragem líquida, resolveu falar com ela, admitindo que a amava na frente de todos os conhecidos. É claro que foi motivo de piada e morreu de vergonha no dia seguinte, mas aquilo bastou para que a moça começasse a reparar em Kip, que até então não passava do "filho do amigo do pai".

Foram juntos ao cinema alguns meses depois, quando ele finalmente perdeu a vergonha e voltou a falar com ela. Deram seu primeiro beijo lá e naquela mesma noite ele perdeu a virgindade com ela. Ficaram juntos durante todo aquele verão, vivendo um romance digno de Hollywood.

Então o verão acabou e Clara mudou de cidade para ir para a faculdade. Eles não fizeram promessas, resolveram que se falariam quando desse, veriam-se quando fosse possível, mas não manteriam um relacionamento a distância.

No verão seguinte Kip estava ansioso pela volta de Clara, mas ela apareceu namorando um colega da faculdade, o que o deixou completamente abalado. Todo o ciúme que sentiu se transformou em ódio e por vários anos acreditou realmente que a odiava. Sempre que a encontrava nas férias, fazia questão de tratá-la com total indiferença.

Assim que terminou a escola, aos dezoito anos, Kip começou a trabalhar na pizzaria do pai, que já estava se aposentando, e continuou a trabalhar ali a vida toda.

Teve algumas namoradas durante esses anos, mas nada que fosse muito duradouro. E então Clara se formou e voltou para Baltimore por definitivo. Como eram sócios na pizzaria, Kip se viu obrigado a voltar a conviver com ela.

O primeiro ano foi complicado. No começo a mulher tentava não considerar as grosserias e indiferença de Kip, entendendo que podia ter quebrado o coração dele anos antes. Mas depois de um tempo seu sangue quente a impediu de continuar sendo passiva e discussões se tornaram frequentes. Alfinetavam-se o tempo todo, até na frente dos funcionários.

Quase dois anos depois, Kip estava fechando a pizzaria a noite quando Clara chegou querendo algum documento. Eles começaram a discutir, como de costume, e quase uma hora depois, quando já estavam cansados daquilo, perceberam que estava chovendo. Clara não queria ir embora na chuva e Kip não queria deixá-la lá sozinha a noite, então ficou também, a contragosto, esperando a chuva passar. Por vários minutos eles só ficaram sentados lá em silêncio, então Clara questionou como eles tinham chegado àquele ponto, depois de tudo que viveram juntos. E assim a conversa começou. A princípio Kip estava sendo passivo-agressivo, culpando-a por tudo, mas depois de algumas horas eles chegaram a conclusão de que nem se odiavam.

Nos dias que se seguiram todos perceberam que o relacionamento dos dois estava diferente. Sem mais alfinetadas por qualquer motivo, sem mais olhares raivosos, sem mais indiferença. Os boatos, é claro, começaram a rolar. Depois de ouvir um dos funcionários dizer que eles deviam ter dormido juntos e então a tensão sexual acabou, Clara resolveu chamar Kip para sair mesmo.

Como anos antes, eles foram ao cinema, depois foram jantar. Kip estava confuso, mas sabia que seus sentimentos por ela nunca haviam desaparecido. Terminaram a noite na casa dele.

Depois dos tropeços iniciais que duraram alguns meses, eles oficializaram o relacionamento e em três anos estavam casados.

Os negócios prosperavam naquela época e o casal conseguia viver de uma forma confortável, sem luxos.

A primeira filha nasceu só quatro anos depois do casamento. Foi cuidadosamente planejada e muito desejada. Quando Laverne nasceu, Kip e Clara deram uma festa que durou quase uma semana, motivo pelo qual acreditam que a menina tenha se tornado tão festeira, alegre e apaixonada por música.

Como não queriam apenas uma filha, e Clara já tinha passado dos trinta, tiveram Grace cerca de dois anos mais tarde, também cuidadosamente planejada. Do mesmo modo, deram uma festa de quase uma semana, motivo pelo qual acreditam que a caçula tenha passado a odiar festas, barulho e pessoas.

Kip era um pai um pouco irresponsável. Gostava só da parte boa, se divertia com as meninas, dava tudo que elas pediam, encobria quando elas aprontavam (ou quando ele aprontava junto com elas). Clara acabava tendo que ser a vilã muitas vezes, dando bronca, colocando de castigo e as educando. Esse foi um grande motivo de brigas entre o casal com o passar do tempo. Kip foi melhorando à medida que os anos passavam, aprendendo a dizer 'não' para as meninas e ser um pai realmente, quando era necessário.

A vida pacata que levavam era o suficiente para Kip e Clara, mas não parecia ser o suficiente para Laverne. Ela queria explorar o mundo, conhecer todos os países, todos os lugares, aprender diversas línguas. Isso tornou-se um problema quando a menina terminou a escola e quis fazer um mochilão pela Europa, invés de ir para a faculdade. Clara era totalmente contrária a ideia, mas Kip entendia e apoiava a filha, então acabou convencendo a esposa.

Laverne partiu para a Europa no segundo semestre de 2015. Grace ainda estava terminando o colegial quando o mundo mudou.

  • SOBREVIVÊNCIA

Sua primeira informação sobre o assunto veio através da TV. Era uma reportagem num jornal de alcance nacional sobre um acidente de carro na Califórnia. O motorista tinha sido dado como morto, mas na verdade estava vivo, e quando acordou ainda no meio da estrada, teve um acesso de raiva e saiu atacando os paramédicos e policiais, mordendo alguns deles. Isso não teria sido assim tão digno de um jornal daquele porte caso a polícia não tivesse o alvejado com muitos tiros antes de fazê-lo cair, finalmente morto de verdade. Um "especialista" foi chamado ao programa e disse que a adrenalina tinha sido responsável por fazer o homem receber tantos tiros e não cair de imediato. Depois de um dia de trabalho e em meio a uma conversa com Clara e Grace, Kip nem entendeu direito o que estava vendo na televisão, então não deu importância.

Só foi voltar a ouvir falar daquilo algumas semanas mais tarde, quando recebeu a notícia de que um cliente da pizzaria havia morrido depois de alguns dias doente, mas despertou na mesa dos médicos legistas. Achou que era algum boato ou lenda urbana.

Depois de alguns dias, no aniversário de Clara, a família se reuniu e estavam falando com Laverne pelo Skype. A menina estava na Itália e se dizia muito abalada pois naquele mesmo dia uma amiga americana tinha sido atacada e morta numa festa. Ninguém sabia detalhes, mas algumas pessoas filmaram o momento em que o garçom se aproximou e mordeu a garganta dela forte o bastante para arrancar um pedaço.

O primeiro caso com alguém realmente próximo foi na casa de repouso onde o pai de Clara estava vivendo. Um senhor morreu e depois voltou, atacando uma enfermeira. Essa enfermeira também morreu e voltou, e começou a atacar vários pacientes e funcionários da casa de repouso. Quando a polícia chegou, metade das pessoas já tinham morrido. Arturo foi salvo por um dos enfermeiros do lugar e Clara quis que ele fosse morar com a família de volta.

Depois disso as coisas começaram a ficar bastante esquisitas. De repente todos os vizinhos e conhecidos tinham casos parecidos para contar: pessoas que morriam e depois voltavam a vida violentas, atacando outras pessoas a mordidas. Essas pessoas que eram mordidas normalmente ficavam doentes e morriam alguns dias depois. Nenhuma informação oficial por parte do governo era dada e o exército tomou as ruas de Baltimore, matando covardemente qualquer um que estivesse daquele jeito. Os soldados invadiam as casas e vasculhavam atrás de qualquer enfermo, levando-os de lá à força quando era necessário. A casa dos Trueman foi invadida e Arturo quase foi levado, mas Clara conseguiu provar que ele não estava doente. E então as coisas ficaram feias de verdade.

Algumas "vilas" se formaram. O exército vinha, colocava uma cerca em volta de uma determinada área, geralmente um bairro inteiro ou quase isso, e não deixava ninguém entrar ou sair. A energia era controlada e eles só podiam usá-la por algumas horas durante o dia e havia um toque de recolher. A casa dos Trueman estava dentro de um desses cercados, então eles ficaram protegidos durante todo o começo daquilo.

Com as coisas assim, a família perdeu completamente o contato com Laverne, o que causou grande culpa em Kip por tê-la apoiado a viajar. Clara o culpava por isso também, sentimento imensa falta da filha.

Viveram assim por algumas semanas, até que o povo começou a se revoltar. Não gostavam de estar presos e ter seus parentes levados à força para algum lugar desconhecido sempre que adoeciam minimamente, e não gostavam especialmente de não ter informação alguma sobre o que estava acontecendo lá fora. Os soldados foram instruídos a conter as pessoas, mas não deu muito certo e eles se retiraram. Kip achou muito estranho que as forças armadas tivessem simplesmente desistido e ido embora, mas na manhã seguinte à retirada ele entenderia. Bombas foram lançadas sobre Baltimore. A verdade era que conter os mortos-vivos da região estava muito difícil e sem a colaboração da população, o governo ou o que quer que fosse, desistiu de tentar manter a cidade.

Quando Kip acordou, sem saber ao certo quanto tempo depois do bombardeio, encontrou-se sozinho em meio a vários mortos-vivos. Os escombros do que um dia foi sua casa estavam por toda parte. Ele viu o corpo da filha, Grace, debaixo de uma parede. Ela tinha sido acertada na cabeça por alguma coisa, pois metade do seu crânio não existia mais. Só essa visão seria o suficiente para que Kip desistisse de viver, mas então viu Clara - ou o que um dia foi sua esposa - caminhando trôpega a sua frente. Ele continuou deitado apenas observando, chorando em silêncio ao perceber que tinha perdido toda a sua família. Nisso, ouviu algo atrás de si e virou a tempo de segurar o zumbi que caía por cima dele batendo os dentes tentando mordê-lo. Aquele momento de pânico durou apenas alguns segundos, então ouviu um tiro e seu rosto estava coberto de um sangue pegajoso e escuro. A cabeça do zumbi tinha desaparecido. "Na cabeça! Sempre mire na cabeça!", ele ouviu alguém gritar e então mais tiros. Desesperado, ele olhou de volta para Clara, que agora vinha andando na direção dele e dos tiros. Lembra de ter gritado "abaixa!" sabendo que era em vão, que ela não o ouviria ou obedeceria. Segundos depois a cabeça dela foi jogada para trás e seu corpo caiu com um baque surdo nos escombros. Depois disso tem um apagão na memória. Não lembra o que fez, o que aconteceu ou quanto tempo passou.

Lembra só de já estar numa casa, ainda em Baltimore, com um casal e um militar. Os quatro viveram juntos por algumas semanas. Kip estava ferido e eles o ajudaram a se recuperar.

Quando já estava bem, quis voltar para onde era sua casa. O militar, tenente Bartholomew Fletcher, foi com ele. Lá, Kip viu novamente o cenário do assassinato de sua família. Os corpos de Grace e Clara ainda estavam no mesmo lugar, agora num estado já avançado de decomposição. Encontrou também o sogro, ainda na cadeira de rodas, com um buraco de bala no meio da testa. Tentou não se afetar por isso, mas era difícil. Depois de enterrá-los com a ajuda de Fletcher - e se recompôr por conta disso -, vasculhou os escombros e encontrou alguns pertences que gostaria de manter, entre eles a [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] de Clara, que tirou dela quando ainda eram adolescentes e que ele levava na carteira sempre.

Depois que voltaram para o refúgio do casal - Zacharias e Fiona Garner - Kip estava decidido a aprender a atirar e se defender, para ir à Europa de algum jeito e procurar a filha. Fletcher o ajudou com as aulas de tiro, contou tudo que sabia sobre aquelas coisas e como matá-las, e foi isso que eles fizeram pelas próximas semanas. Saíam sempre para conseguir água e mantimentos, cuidavam uns dos outros e tentavam se manter longe de encrenca.

Num desses dias de exploração, encontraram um garoto gravemente ferido, com uma mordida na barriga. Quando foram ajudá-lo, o menino perguntou se o nome dele era Trueman. Surpreso, Kip respondeu que sim. Então o garoto disse que tinha conhecido Laverne, que ela estava indo para a Philadelphia da última vez que ele tinha estado com ela, e que ela carregava uma foto da família colada na capa de um caderno. Seu peito se encheu de esperança. De alguma forma Laverne tinha conseguido voltar para os Estados Unidos e por algum motivo estava na Philadelphia, então era para lá que ele iria, sem ter que pensar duas vezes. O menino não aguentou os ferimentos e veio a falecer, então Kip pegou uma mochila com mantimentos, um carro da região, se despediu de seus amigos que não queriam sair de Baltimore, e lá se foi atrás da única coisa que importava para ele agora.

  • FAMÍLIA E RELACIONAMENTOS

Pai: Walter Trueman (1940)
Mãe: Colette (White) Trueman (1944)

Esposa: Clara (Antonini) Trueman (1964)
Filha: Laverne Trueman (1996)
Filha: Grace Trueman (1998)

  • APARÊNCIA

Kip nunca foi considerado uma pessoa bonita fisicamente, mas muita gente o achava charmoso.

Tem a pele branca, cabelo castanho - hoje já levemente grisalhos pela idade -, olhos azuis e nariz adunco. Seu porte físico não é muito definido, já que a única atividade que exercia era o boliche nos finais de semana e a natação uma vez a cada sete ou quatorze dias.

  • PERSONALIDADE

Tem um gênio forte, sempre teve uma personalidade marcante. De riso fácil, cativava as pessoas com facilidade, por isso sempre teve muito amigos e conhecidos em toda parte. Gostava de festa, de beber, de jogar boliche. E tinha uma lábia toda especial para fechar negócios e conseguir as coisas que queria.

Clara foi a única mulher que ele amou, e amou a vida inteira, então perdê-la foi um golpe muito forte do qual ainda não se recuperou. Quer vingança pela morte dela e de Grace, mas não sabe bem a quem dirigir esse sentimento: se aos mortos-vivos, se ao governo que bombardeou a cidade - e que ele não sabe mais se existe - ou se a Deus, de quem perdeu totalmente a fé que já nem era tão forte assim antes.

Sua única e última esperança é encontrar a filha mais velha, Laverne, que ele acredita estar a sua procura também.



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